quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Luto.

Minha mãe me acordou hoje com a seguinte frase: "sabe quem morreu?" - isso porque na terça-feira ela me fez a mesmíssima pergunta - e eu, ainda grogue, respondi: "eu que não fui, ainda". Bom, resumindo a história, um primo dela faleceu ontem a tarde de um ataque de coração. Fulminante. Ainda que ele estivesse no INCOR em São Paulo, nada poderia ter sido feito. E na terça-feira, como eu já mencionei, um amigo da minha tia morreu voando de parapente. Do nada. Então, hoje eu comecei a pensar no quão efêmera é a nossa vida. Filosofia barata, eu sei. Mas enquanto eu estava lá no cemitério, vendo todo o tipo de pessoa - algumas rindo, muitas chorando, outras encontrando parentes que não viam a muito tempo - eu pude perceber como somos frágeis, imprevisíveis e ingênuos.
Fazemos planos para o futuro, estamos sempre com a frase 'um dia' no nosso vocabulário. Nos achamos seres eternos. Mal sabemos que o amanhã, para algumas pessoas, não chegará. Deixamos passar batido acontecimentos que, muitas das vezes, nos são bobos e pequenos. Sem importância. Deixamos de ligar para aquela pessoa querida por falta de tempo ou mesmo porque 'amanhã eu ligo'. Deixamos de fazer o que realmente queremos fazer por orgulho ou pensando que 'um dia' eu tomarei coragem e assumirei o risco. Por que temos que deixar as coisas mais importantes, que nos farão verdadeiramente feliz, pra depois?
Com tudo que me aconteceu, eu achava que morrer seria um grande alívio. Mas hoje tudo mudou. Não quero morrer. Por maior que seja o sofrimento pelo qual tenho passado, eu quero viver. Quero poder mudar tudo. Quero poder ver coisas lindas, fazer com que tudo melhore.
Hoje eu tive medo. Medo da minha vida ser interrompida. Afinal de contas... "pra morrer, basta estar vivo."

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