Ultimamente tenho andado um tanto quanto indignada com algumas coisas e pessoas. Entenda, eu não gosto, de forma alguma, de brigas e picunhas. Não sou chegada a um barraco - apesar de que, a maioria esmagadora das mulheres concordam com um. Não sou do tipo que 'fica de mal'. Se eu não gosto de algo, das duas uma: ou eu falo logo de uma vez ou eu me afasto e deixo a poeira baixar. Dessa vez não será diferente. Apesar de eu estar fula da vida, não vou sair por aí gritando nem tentando mostrar o meu ponto de vista. Pelo contrário, vou ficar bem quietinha e, como não poderia deixar de fazer, escrever! Então, vamos aos fatos...
A verdade é que eu sou do tipo de cidadã que gosta de ser livre. Ou pelo menos fazer o que eu tenho vontade de fazer, na hora que eu bem entender. Não me considero, portanto, uma pessoa egoista. Nada disso. Gosto bastante de agradar as pessoas nas quais eu me importo, fazendo coisas que eu não faria normalmente. Mas chega uma hora que não dá. Não dá pra fazer o que todo mundo espera que eu faça só pra 'agradar' os outros. Não dá pra bancar a durona quando na verdade o que eu quero é o que eu tenho que ficar negando.
Gosto de ter a liberdade de fazer o que minha cabeça - e claro! - o coração me dizem pra fazer. Então, minha revolta de hoje é essa. Chega dessa historinha sem nexo de ter que tomar atitudes para agradar os outros. Eu faço o que eu quero e ponto final. Quem gostar de mim de verdade vai entender e JAMAIS me abandonará se, por algum acaso, eu me dar mal no final das contas. Não quero que ninguém dependa de mim pra 'viver' ou muito menos 'se divertir'. Quero fazer parte da vida das pessoas e não SER a vida delas. Me deixa tentar. Deixa eu me arriscar. É o que eu quero, afinal.
É por esse motivo que eu não sou uma pessoa de muitos amigos. Não tenho paciência pra ficar dando satisfação 'prum' punhado de gente. Os poucos amigos que eu tenho já me bastam. Gosto e aprecio a solidão em certos momentos. Aprecio mais ainda o livre arbítrio. O poder que cada ser humano tem de poder escolher seus próprios caminhos sem ser censurado.
Se eu tivesse a oportunidade de falar bem alto, falaria que admiro trilhões de vezes mais uma pessoa com atitude, que faz o que tem vontade, que não se importa com o que os outros vão pensar e falar - é claro que tudo tem limite e não se pode sair por aí fazendo coisas sem noção - , do que um individuo que vive fazendo um personagem. Que vive tentanto camuflar o que deseja. Que só aceita elogios e não tem atitude por conta das possíveis críticas. Não tenho paciência pra pessoas mornas. Sem sal. Sem vida. #ficaadica!
Obs: "Existe essa alegria e eu não posso evitá-la, pois são poucos os gestos permitidos se você reparar. Não podemos desperdiçar um que seja. Então, muitas vezes, eu preciso de um fone de ouvido para ouvir a minha alegria bem alto sem incomodar o vizinho. É algo inédito, mas agora existe isso na minha vida. Então, eu me sento ali no cantinho e sou feliz. Escancaradamente sem motivo." (Rita Apoena)