quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Já está escrito.

Olha pra mim. Bem dentro desses olhos grandes e castanhos que não possuem nenhum tipo de atrativo. O que você vê? Não me diga, eu vou tentar adivinhar: você vê uma garota sorridente, segura de si e que vive falando coisas contraditórias. Uma menina-mulher que se diz independente, mas nunca morou longe dos pais. Aquela que faz piada com tudo que você fala e parece fria e distante quando o assunto fica sério. Acertei?
Se a resposta foi positiva, ótimo. Porque essa não sou eu. É certo que eu gosto de sorrir e na maioria das vezes é um sorriso com vontade - mas nem sempre. Não sou a todo tempo segura das coisas que faço, pelo contrário. Na maioria das vezes acho que estou cometendo algum errinho. E quanto as coisas contraditórias? Isso eu não sei explicar.
O negócio é o seguinte, o que você vê nem sempre é o que eu sou de fato. Não estou dizendo que sou falsa, nem nada disso. Só estou tentando te mostrar quanta coisa você acha que sabe sobre mim e que na verdade, não é bem assim.
Agora olha com mais calma. Não só para os olhos comuns, mas para o movimento da boca. Para o jeito que eu mexo nos cabelos repetidamente quando estou nervosa. Para minhas mãos que ficam quentes e suadas quando estão ao lado das suas. Repara no tom da minha voz e na frequência da minha respiração quando estamos juntos. Tudo isso junto não te diz nada?
'Lei do menor esforço'. Gostei dessa filosofia de vida e agora a sigo assiduamente. Por isso, não vou externar com palavras o que eu durmo e acordo pensando. O que não desgruda de mim durante todo o meu dia cheio. Quero que você aprenda a me decifrar. Não vai ser fácil, eu sei. Mas saiba que valerá a pena.
Ok. Deixarei as coisas mais fáceis então. Se depois de reparar em cada parte do meu corpo e tentar adivinhar o que eu quero - e muito! - você não conseguir êxito, olhe para minha testa. Isso mesmo. TES-TA. E ali você vai achar, escrito em letras garrafais, a minha vontade. VOCÊ. E não esqueça de olhar o 'obs.' que está logo abaixo...'só pra mim'. :)

P.S: "Eu não ligo para o seu passado. Só quero saber se há algum lugar pra mim no seu futuro". (Doce lar - filme).

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Amor x Conveniência.

Falar de amor é complicado. Ainda que o sentimento em si não seja tão difícil de se entender, falar dele requer muita prática e experiência. E eu não digo do amor banalizado que vemos a todo momento na televisão ou entre os adolescentes eufóricos que amam tudo e a todos por aí. Eu falo do amor na sua melhor e maior forma.
E pasmem. Tal sentimento não é a regra, mas sim a exceção. Isso mesmo. Se você acha que todo mundo que diz amar está, de fato, amando, não se engane. Metade da população não sabe o que quer dizer o amor. Mas sabem muito bem o que significa a conveniência.
Estar com uma pessoa porque ela é legal, te faz bem e é bonita não quer dizer que você a ama. Na maioria das vezes, quer dizer que é mais conveniente estar ao lado dela do que de outra que não te faz tão bem assim. Já com o amor é diferente. Porque ainda que você não esteja com a pessoa detentora do seu sentimento, você a ama mesmo assim. E quer o seu bem. E está disposta a ajudá-la mesmo quando a maior merda é feita por ela.
Mas amor e conveniência andam lado a lado. Tanto que são confundidos com muita frequência. Darei um exemplo do que é gostar da pessoa, achar que ama e na verdade é por pura conveniência: 'vocês começam a namorar. Trocam juras de amor eterno a cada meio segundo. Andam de mãos dadas. O beijo é bom. E quando estão longe, sentem saudade. Até aí tudo bem. Parece com o amor. Até que...o objeto da sua paixão comete um erro - ninguém é perfeito - e o que você faz? Tchau!' Uai...mas e o amor? A resposta é sempre a mesma: 'não há amor que resista à isso'.
Nananinanão. Como assim? Meu filho, você realmente não sabe o que é o amor. Vamos a um exemplo de amor propriamente dito: 'vocês se conhecem. Você trocaria tudo para estar ao lado da pessoa, nem que esse junto fosse durar apenas algumas horinhas. Você se preocupa mais com o que ela sente e em como ela está do que com a aparência física dela. O beijo é bom, mas a companhia é melhor. Em algum momento vocês se separam, mas aquela pessoa continua sendo AQUELA pessoa. Ainda que distante'.
Eu não estou pregando aqui que mesmo depois de uma traição você deve continuar e blábláblá. Isso vai do orgulho de cada um. Só quero dizer que o amor era um sentimento pra ser forte. Resistente. Que dura. Não essa coisa efêmera que andam difundindo por aí. O amor não guarda ódio. Mágoa. Para o amor, nem tudo é perfeito. Mas nada está perdido quando se sente.
Como eu disse no início, o amor é a exceção. A regra é a conveniência. Pois bem...acabo de perceber que eu me incluo na regra. Nunca fui, nem nunca serei a exceção. ;)

domingo, 1 de agosto de 2010

Minha primeira lição.

Está decidido. Eu, definitivamente, aceito 'aprender a esperar'. Depois de tanto lutar contra. De tantos 'mas eu não tenho paciência'. Resolvi deixar você ensinar a minha primeira grande lição. ESPERAR.
Esperar as semanas indefinidas passarem. Esperar por uma mensagem no celular. Uma conversa pelo MSN. E - a mais difícil delas - esperar você se tocar o que eu realmente quero. Mas sabe porque eu quero aprender essa tão importante virtude? Simplesmente porque percebi - sozinha - o quanto é maravilhoso quando estamos juntos. O quanto eu gosto de conversar com você. O quanto nosso silêncio dentro do carro é reconfortante porque eu não preciso ficar pensando em um assunto interessante para falar. O fato de estarmos ali, de mãos dadas, me basta. Percebi a delícia que são os nossos beijos. Como eu gosto quando você me abraça ou passa a mão preguiçosamente nos meus cabelos - um segredo: eu odeio que mexam neles.
Tudo isso junto misturado com mais diversas coisas é que me fazem ter a certeza de que a espera vale a pena. Eu nunca tive muita paciência, isso é fato e eu já deixei bem claro. E se a pressa é a inimiga número um da perfeição, eu escolho ter calma. Afinal, dessa vez eu quero que tudo continue sendo perfeito. Do jeitinho que está sendo todo esse tempo.
Então, não vou cobrar, não vou me estressar e nem me descabelar se os dias começarem a parecer que tem 35 horas e as semanas 10 dias. Vou ser uma menina obediente e aprender o que você, discretamente, quer me ensinar. Afinal, sempre tive em mente que o que tiver que ser vai ser e não adianta querer apressar as coisas, não é mesmo? Mas que me dá uma vontade imensa de me 'teletransportar' para um apartamento com cheiro de naftalina, isso eu não posso negar.


P.S: "Tinha certeza de que você não seria só uma cosquinha no coração, mas sim um terremoto em todas as céluas do meu corpo." (autor desconhecido)