quarta-feira, 28 de abril de 2010

O primeiro que se torna último.

Finalmente vou escrever sobre uma coisa gostosa. Não que meus textos sejam sobre coisas ruins, longe disso. É que já faz algum tempinho que eu estou matutando sobre um determinado tema e, depois de mais uma longa conversa com uma pessoa, decidi colocar no "papel" a idéia.
Hoje quero falar do 'primeiro beijo'. Não, não é o beijo que a gente deu quando tinha 10 anos de idade naquela brincadeirinha sem-graça de pera-uva-maçã-salada mista. Nada disso. Vou falar do beijo que a gente espera. Que a gente idealiza. Aquele que nos faz sentir friozinho na barriga só de imaginar acontecendo.
Existem dois tipos de primeiro beijo: o 'primeiro beijo de fato' e o 'primeiro beijo'. Apesar de parecerem a mesmissíma coisa, eles possuem uma diferença gritante. Afinal de contas, o 'primeiro beijo de fato' só acontece uma vez na nossa vida. Mais popularmente conhecido como "perda do BV" - nossa, que expressão antiga! - É aquele que acontece e a gente nem sabe da onde veio e o que estamos fazendo. E pior: como deve ser feito. Geralmente, esse tipo de beijo acontece de forma rápida e se bobiar, até de olho aberto. Estamos tão nervosos que se passa mil coisas em nossa cabeça e a gente acaba não sentindo absolutamente nada. Mas depois que ele se consuma, saímos do local nos achando 'a adolescente' e dizendo para nós mesmas que a partir daquele dia muita coisa vai mudar. Grande ilusão. Não há uma mudança considerável depois de um beijo assim e isso só será confirmado tempos depois.
Diferente do 'primeiro beijo'. Ahhhh, esse sim é uma delícia. E melhor: ele pode acontecer quantas vezes quisermos e da maneira que bem entendermos. É o beijo que damos 'naquela' pessoa. É...aquela que a gente sonha acordada. Que quando passa pela gente o coração pára de bater por alguns milésimos de segundo. Ou mesmo, quando recebemos um beijo da pessoa que amamos e que nos ama também. Se engana quem pensa que o primeiro beijo só acontece se você trocar de destinatário. É claro que assim fica uma coisa evidente. Mas ele pode se repetir entre um casal que está a tempos juntos. O 'primeiro beijo' não tem regras, ou melhor, tem sim. Quer saber como dar - de novo - um "primeiro beijo" no seu namorado de 2 anos? Coloque uma música, de preferência uma que ele goste e que seja bem relaxante. Passe a mão no rosto dele. Isso, faça um carinho. Olhe nos olhos, dê um ligeiro sorriso e beije. A sensação será exatamente a mesma de quando vocês dois se beijaram pela primeira vez. Corpo dormente, espaço interno do corpo gelado, cabeça vazia, palpitação de um coração que, na realidade, nem está batendo. Um misto de sensações deliciosas.
Sempre achei que, para um casal ser verdadeiramente feliz, a relação teria que ser regada a 'primeiro beijo'. SEMPRE. Não importa a idade, o tempo. Nada. Para um beijo ser bom, basta ter amor. Ter vontade. Gente chata essa que se acostuma em beijar o parceiro. O beijo passa a não ter mais um significado expressivo e sim, se torna um hábito.
Todos devem sentir o prazer que é beijar pela primeira vez a pessoa que já beijamos diversas vezes. Não existe coisa melhor para se fazer do que beijar e ser beijada pela pessoa que você gosta. Experimente! :)
P.S: "O meu querer é complicado demais. Quero o que não se pode explicar aos normais." (Banda Catedral)

domingo, 25 de abril de 2010

Dias ensolarados.

A primeira coisa que faço quando acordo é abrir a cortina do meu quarto. Faço isso ainda sentada, meio grogue, na cama. E esse gesto, ainda que um tanto quanto normal, indica como será o resto do meu dia. Se, quando abro a cortina, o sol invadir aquele cúbiculo, algo dentro de mim também acende e meu dia se torna tão azul quanto o céu. Se engana quem pensa que se o céu estiver nublado meu dia será cinza. Nada disso. Eu, consequentemente, estarei mais lerda e calma. Nunca desanimada.
Hoje tudo foi absurdamente azul. Irritantemente azul. E eu cheguei a conclusão de que eu, definitivamente, não sou a pessoa mais normal do mundo. Assim que eu vi a belezura que estava o dia, eu fui tomada pela vontade de aproveitá-lo. Pensei: 'não posso desperdiçar um clima tão gostoso desses, tenho que fazer por onde!'. Mas infelizmente não foi isso que aconteceu. Tomei café da manhã, fiquei de bob's lendo o jornal e a hora do almoço chegou sem que eu percebesse. Fui almoçar e dei uma passadinha rápida por aqui - tudo isso com aquele pensamento me incomodando. No final das contas, eu deixei o dia maravilhoso passar.
E agora me sinto culpada. Culpada por terem me oferecido tudo e eu não ter lidado da maneira certa com isso. Culpada por ter deixado o sol se pôr sem que eu estivesse ficado debaixo dele pegando uma cor. Culpada por ter sentido o ventinho que soprava e não ter dado uma volta a pé pela cidade como eu tanto gosto de fazer em dias assim. O dia 'perfeito' escorregou por entre meus dedos sem que eu o valorizasse do jeito que ele merecia. Estou triste por isso, de verdade. Maluca? Tudo bem, eu confesso. Sou extremamente maluca, mas com gosto!
Não gosto de ser igual a todo mundo. Não gosto de ser neutra, de não mostrar o que sinto. Gosto do diferente, do contrário. Ouço músicas que poucos gostam. Assisto filme de romance sozinha comendo pipoca. Gosto de conversar comigo mesma e andar a toa por aí. Ás vezes me sinto até um pouco altista, um pouco fora desse mundo desorganizado. Não me importo dos outros me chamarem de 'velha' ou 'estranha'. Essa sou eu. Não faço personagens. Se não gosta, pode ir. O espaço na minha vida é reduzido e eu não costumo deixar qualquer pessoa ficar ocupando lugar.
Bom, foi falha técnica eu não ter aproveitado o dia de hoje como deveria. "Me desculpa 'dia'!" Prometo que da próxima vez eu vou fazer por onde. Vou saber ser grata por tudo que entrar pela minha janela de manhã, quando eu abrir as cortinas.

P.S: "8 ou 80. Porque água morna não serve nem pra fazer chá!" (autor desconhecido). Isso te diz alguma coisa? ;)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O momento do trauma.

O dia foi incrivelmente gostoso. Imensamente bom. Coisas corriqueiras com as pessoas que eu mais amo nessa vida: minha família. Com direito a banho de piscina na casa da vovó, churrasco feito pelo primo e potão de sorvete. Depois, como não podia deixar de ser, aquela dormidinha depois do almoço, o banho que revigora e, finalmente, os estudos. Pois é, não sou uma completa a toa não. Sei priorizar as responsabilidades.
A hora tão esperada chegou. A noite. As conversas marcadas que nem são tão marcadas assim, mas que renderiam a noite toda se deixasse. Interrogatórios. Risadas. Identificação. Hora passanda a mil. Sorrisos sem-graça. Coçar a cabeça - depois de um comentário embaraçoso. Coisas que a muito ficaram no passado distante e que não fazia idéia que voltariam. Estou errada mais uma vez.
Mas esse pensamento de que nada seria como foi um dia não é por acaso não. Ainda agorinha estava conversando com outra pessoa indispensável - você mesmo, prima - e estávamos falando exatamente disso. Dele. Do tão temido trauma pós-relação. Coisa chata essa, né? Mas as coisas não são tão simples assim. Sei que sempre balançamos a cabeça quando nos perguntam se está tudo bem. Rimos quando nos dizem que 'agora é seguir em frente e conhecer gente nova'. Se fosse fácil, não haveria os poemas, as músicas românticas...os clichês.
Ainda que todo fim gere um novo começo, a bagagem é ainda mais extensa. O medo de se relacionar outra vez. O medo de sofrer. O pé atrás - no meu caso, os dois pés atrás e se bobiar a mão. A idéia de que são todos iguais e todos te farão passar pela mesma experiência. Experiência essa que te deixou uma baita de uma marca. Que agora já não passa de um ínfima cicatriz, mas que está ali, pra te lembrar SEMPRE do que aconteceu. Pra te fazer mais esperta e, consequentemente, mais cética. No amor. Na alegria a dois. Nos homens.
Talvez seja mais seguro ficar sozinha. Será? Mas...se alimentarmos esse medo prima, o que será das borboletas no nosso estômago? O que vai ser das lareiras em dias frios? Dos cinemas, da lua cheia, das cartas, das flores...?? O que vamos fazer nos dias sem-graça? Quem vamos abraçar, beijar, fazer cosquinha, falar que tá barrigudo?
Ahhh não. Vou fazer uma tatuagem em cima dessa cicatriz e correr o risco. O máximo que pode me acontecer é ficar com o corpo coberto por tatuagens, não é mesmo? ;)

P.S: "Eu confesso: sou daquelas que acha que o amor justifica tudo!"

domingo, 18 de abril de 2010

Aquele que AINDA não tem destinatário.

"If any man in this world asked me right now:
- Will you marry me?
I'd tell him that I'm too young. That I still have a lot of things to live. That I want to study some more, that I want to work at a place where I'd have very few money but many pleasure, that I want to see so many things. I'd tell him that I can't right now. I have pictures to take. I want to play a little bit more with the child inside of me. I have too many parties to go to, too many interesting people to meet, to many flowers to receive. I can't marry you yet. I'd say.
But if you asked me:
- Will you marr...
- Yes!

And we could do all of that together."

P.S: Tenho esse texto a algum tempo guardado. Acho tão bonito, tão livre. Tem um significado tão forte que eu acho que vale a pena colocá-lo aqui. E quanto a foto? Só uma pessoa que eu admiro. Quem sabe um dia eu não fale isso pra alguém de verdade? :)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Informativo para as mulheres.

Engraçado como as coisas que acontecem no nosso dia-a-dia tem muito a ver com o que estamos passando no momento. Hoje, eu estava sentada numa sala de espera, lendo uma revista típica desses lugares quando me deparei com a seguinte reportagem: "Homens que não sabem amar". Achei a matéria intrigante e resolvi desperdiçar um pouco do meu tempo para me aprofundar no assunto. Nele, a escritora falava dos vários tipos de homens que 'fogem' de compromisso ou mesmo que não conseguem ficar com uma só mulher por muito tempo. Mas a parte que me chamou mais a atenção foi quando ela descreveu os chamados "psicopatas", ou melhor, os "sociopatas". Se engana quem pensa que esse tipo de homem é o maníaco do parque ou qualquer homem que esteja ligado com assassinatos ou mera violência. Esse tipo de cidadão se caracteriza pelo fato de não saber se relacionar com ninguém, tanto com uma mulher, quanto com a família, amigos e demais pessoas. A psicóloga afirma que o indivíduo possui um distúrbio mental na parte afetiva do cérebro. O interessante é saber que esse tipo de homem é inteligente, interessante e carinhoso, ou seja, exatamente como gosta uma mulher. O que ele tem de diferente? Ele sabe o que é o amor, na definição, lógico. Mas não sabe que sensação tem quando se ama. Simplesmente não sente nada. A não ser, claro, atração e vontade de 'possuir' a outra parte.
Bom, agora você deve estar se perguntando o motivo pelo qual eu me interessei por uma coisa dessas. Simples. Eu me interessei por isso porque eu já conheci um sociopata. Inteligente, carinhoso e interessante. Foi meu mundo por um longo período de tempo, mas depois me fez perceber o quão errada eu estava. Penso isso pois a médica nos mostra em sua entrevista as quatro etapas do relacionamento - se é que se pode chamar assim - do tal sociopata. Vamos à elas:
1° - O homem escolhe a mulher mais fácil. Não as vulgares ou dadas, nada disso. E sim, aquelas que estão passando por maus momentos, ou pelo término de um namoro doloroso ou pela perda de um ente querido. Mulheres fragilizadas.
2° - Ele se aproxima dela e descobre todos os seus pontos fracos e do que ela mais necessita, assim ele pode preenchê-la da melhor maneira possível. Um verdadeiro 'gentleman'.
3° - Por ele querer que a vida dela gire ao seu redor, ele a faz se afastar de amigos, família e até deixar o emprego/estudos de lado. Para que sua vida passe a ser ele. (egoísta, não?). E isso sempre com muita educação, claro.
4° - 'Xeque-mate'. Puft! Ele então some. Sai de cena, desaparece. Começa a tratá-la com frieza, desinteresse, afinal de contas, a essa altura, já conseguiu o que queria: ela toda pra ele e não podendo imaginar sua vida sem ele. Perdeu a graça.
Posso estar parecendo maluca, mas tenho a ligeira impressão que já vivi coisa parecida. Amei demais. Sofri demais. E o que eu ganhei com isso? Tirando a experiência, NADA!
Você pode colocar a culpa toda pra cima de mim e em partes você tem razão. Parte da culpa foi minha mesmo. E daí? Eu reconheci. Abaixei a cabeça e pedi perdão. Não esperava ser perdoada, mas também não esperava que fosse acontecer tudo que aconteceu. "Eu te amo" na área de lazer. "Sinto sua falta" pelo MSN. Se não queria, direito seu. Saísse com mais dignidade.
Então, não me venha falar de certo ou errado. E, como vivo falando, tome cuidado com quem nunca errou. A falta de experiência, fatalmente, leva ao erro. Lembre-se disso.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Preto no branco.

Não tenho vocação para revolucionária. Nunca fui líder de sala, não ditei moda quando criança e nunca cheguei ser a mais 'popular' da escola. Mas isso não faz com que eu seja uma alienada qualquer. Tenho minha opinião formada sobre muita coisa, como também existem certos assuntos que estou aberta a sugestões. Digo e repito: mudo de idéia com facilidade, meu orgulho não me atrapalha. Pelo menos não no assunto conhecimento, né!
Meu blog não foi criado com o intuito de 'espaço para debates' ou mesmo para abordagem de assuntos políticos e ambientais. É um espaço meu. O lugar onde eu escrevo sobre o que me vem à cabeça. A maioria delas, futilidades - eu sei - mas também idéias e, talvez, até soluções para algumas pessoas.
Mas hoje meu post não será sobre um assunto mesquinho. Não será sobre relacionamento - aleluia - e sim, sobre MEU ponto de vista sobre alguns acontecimentos bastante atuais.
É de conhecimento de todos as tragédias que andaram acontecendo no estado do Rio na semana passada. Enchentes e deslizamentos de terras que já mataram mais de 230 pessoas. Em suma, uma catástrofe para a 'cidade maravilhosa'. Eu, como toda cidadã que se preze - pelo menos ao que parece - tenho acompanhado no jornal a cobertura de todos os fatos, entrevistas e, sempre, reclamações. Então, confesso: "Tô cansada de ouvir reclamações!!" Podem me chamar de insensível ou mesmo dizer que eu não sei o que é ficar desabrigada e passar necessidade. Isso mesmo. Graças a Deus eu nunca tive esse tipo de sofrimento e de forma alguma desmereço a dor daquele povo que perdeu TUDO. Mas, sejamos sinceros, é muito fácil colocar a culpa nas pessoas e não olharmos para os próprios atos, não acha?
O que aconteceu no Rio, ao contrário do que a mídia gosta de enfatizar, não foi culpa SÓ do governo. É claro que eles têm grande responsabilidade, eu sei. Mas quem tem o direito de apontar o dedo e dizer: "a culpa é sua!"? Não. Eu não concordo. A culpa é tanto do governo quanto dos moradores. MeuDeus. Aposto com cada um de vocês aqui, que se alguma autoridade chegasse lá no Morro do Bumba desapropriando as casas e dizendo que ali não é uma boa área para construção, ele não sairia de lá vivo. Isso não é novidade pra ninguém. A população não se ajuda. E, quando acontece algo ruim, a primeira coisa que fazem é ir para a TV e 'meter o pau' no primeiro que aparece. Quer um exemplo melhor? "ES TV primeira edição" - na hora do almoço - quando aquele povo vai reclamar que quando chove, alaga tudo porque os bueiros estão entupidos. Pelamor, né gente. Você acha que tá assim por quê? SÓ porque a prefeitura não limpa? NÃO! É porque o seu João e a dona Maricota jogam TODO o seu lixo no meio da rua. A população é porca. Sem educação mesmo. Eu vejo direto isso acontecer no meu percurso de trabalho-casa. Gente de tudo quanto é idade e classe jogando lixo no chão. Pela janela de carro, ônibus... E depois que alaga tudo, vem chorar dizendo que perdeu metade das coisas de casa. Eu não suporto isso!
Quem sou eu para falar disso? Eu sou uma cidadã que guarda qualquer tipo de papel dentro da bolsa. A cidadã que tem vergonha de jogar um chiclete que seja no chão. E não é vergonha de alguém ver não, é vergonha de mim mesma. Meu carro parece um aterro sanitário de tanto panfleto e papéis de bala que tem lá. Antes lá do que nas ruas. Pelo menos eu faço a minha parte e ensino pra quem está do meu lado. Não admito que em pleno século 21 ainda exista pessoas tão desleixadas com o próprio ambiente em que vive.
Paciência, Flávia. Paciência!

P.S: Essa é minha opinião, gente. E repito: não quero causar discussão com o grupo de 'direitos humanos'. (detesto esse povo também...)

sábado, 10 de abril de 2010

Resumo do Dia - parte III.

"Conto de fadas para mulheres do século XXI:
Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:
- Você quer casar comigo?
Ele respondeu:
- NÃO!
E a moça viveu feliz para sempre. Foi viajar, fez compras, conheceu muitos outros rapazes, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro carro e mobiliou sua casa. Sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava nada. Saía com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela." (autor desconhecido) Ahá!! ;)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Quando a ficha cai.

Já perceberam que quanto mais você tenta agradar as pessoas, mais reclamação você ouve? Ou então, quanto mais você corre atrás, mais distante o objeto do seu desejo foge? Isso mesmo. FOGE. Chato isso, né? Agora, o assunto muda quando você começa a não estar nem aí, começa a não ligar e a 'cagar e andar' - como diz o ditado.
No momento, estou lendo um livro maravilhoso que fala da diferença entre as 'mulheres boazinhas' e as 'mulheres poderosas'. Gente, sinceramente, eu morro de rir lendo esse livro. Parece que a autora instalou uma microcâmera em mim e descreveu todas, mas TODAS as minhas mancadas. MeuDeus. Nessa hora que eu percebi o quão boazinha eu era. Boazinha não, TROUXA. E é por essas e outras que eu ando me dando tão mal em relação a alguns assuntos, principalmente quando se trata de relacionamento. Mas é claro que tinha que dar errado. Sou sempre tão meiga, tão bonequinha, tão tolerante...tão boazinha. Homem nenhum aguenta isso por muito tempo. Aliás, nem nós, mulheres, nos aguentamos por muito tempo assim.
Falo por mim. Eu já cansei de ser a 'bonitinha do papai'. Não que eu vá 'despirocar', nada disso. Mas com certeza estou mais esperta em relação a algumas coisas que, antes, eu achava super fofo. ¬¬
Depois dessa descoberta, o lema agora é praticar o desapego. Joguei fora as roupas antigas. Dei os pares de sapatos velhos. Fiz uma limpa no meu quarto e tirei toneladas de papéis desnecessários e fotos de gente antiga. Pra que ficar lembrando de gente do passado? Pra mim, 'recordar NÃO é viver' - isso é uma música, né? Amigos antigos. Amores antigos. Pessoas avulsas antigas. Sai do meu quarto bando de desocupados. Vai ocupar espaço na lata de lixo. Tchau!

Frase do dia: "Há muito tempo que ela não sorria tão espontaneamente. Há muito tempo que ela não sentia tamanha vontade de viver, de ser feliz, de fazer as coisas boas da vida. Não, ela não está apaixonada...ela simplesmente se desapegou das coisas que não lhe faziam bem."

domingo, 4 de abril de 2010

Aquele em que eu só escuto abobrinhas.

Passou. O feriadão que eu tanto queria que chegasse passou. Assim como passou minhas dormidas intermináveis. Minha leitura de um ótimo livro. Minhas idas e vindas de pijamas o dia inteirinho e até - pasmem - saídas a noite. Isso mesmo. Finalmente conseguiram me tirar de casa dois dias seguidos e, mais uma vez pasmem, eu ADOREI. Adorei sair, adorei conversar, adorei conhecer gente nova e conversar com gente que eu só conhecia de vista. Rir, fofocar, falar mal da roupa de fulana e ciclana. Eta coisa boa.
Mas o feriado não serviu só pra isso não. Coisas aparentemente fúteis. Serviu para outras 'cositas' mais. Primeiro, foi entender que dançar é a melhor válvula de escape para maus pensamentos e sentimentos ruins. Quando você está dançando, nada mais importa a não ser o som da música e seu corpo se mexendo no mesmo ritmo. O suor. O sorriso nos lábios. Tudo contribue para o começo de boas sensações. Em segundo lugar que, ninguém faz absolutamente nada por você senão você mesma. Seus problemas, suas neuras, seus medos...querida, se você não achar uma solução para tudo isso SOZINHA, meus pêsames. Você tá no sal - como dizem por aí. Não espere que aquela sua amiga te ajude, é claro que ela estará do seu lado, mas quem tem que dar o primeiro passo é, única e exclusivamente, você.
Por essas e outras foi que eu deixei de ser a "Flávia água' de algum tempo atrás e agora sou a "Flávia". Eu mesma. Sem tirar nem por. Com ambições maiores do que eu e um coração muito menor. Gente com o coração enorme é legal, mas chega uma hora que chateia ser bonzinho demais. E eu me chateei. Quando eu quiser uma coisa eu vou atrás. Quando eu não quiser, largo de mão sem dó nem piedade. Não vou mais me esforçar para ser simpática nem sorrir pra quem não do a mínima. Não faço questão de ficar falando a verdade porque minha consciência pesou, agora se eu puder omitir é exatamente o que vou fazer - sem mentir, lógico. Ás vezes a verdade se faz necessária.
Estudo, trabalho, tenho o meu carro, tenho meus compromissos...ou seja, praticamente tenho uma vida independente, de mulher - tirando o fato que moro, e com orgulho, com meus pais. Nada mais justo do que agir feito uma pessoa independente. Que não precisa de nada mais, nada menos do que ela própria para ser infinitamente feliz.
Se todo mundo tem um 'anjinho' e um 'diabinho' na consciência dizendo o que se deve ou não fazer, chegou a hora de eu dar folga pro meu anjo e começar a escutar o outro lado. Pelo menos por agora será assim. Até eu cansar de ser "Flávia" e voltar a ser a límpida e transparenre água!

P.S: "Para escolher entre dois males, sempre gosto de escolher aquele que AINDA não experimentei!" (Mae West)