quarta-feira, 31 de março de 2010

Confusão.

Tremenda vontade de escrever não sei o quê. Só aquela vontade de colocar coisas boas pra fora. Coisas que estão se confundindo aqui dentro de mim. Terei quatro dias inteirinhos reservados para uma única só pessoa: eu mesma! E tô tão feliz por isso, sabe? Feliz por saber que não vou precisar me preocupar em ligar pra alguém e poder dormir até o olho cansar de ficar fechado. Acordar e ficar de pijama até a hora de dormir de novo. Ver filme. Ficar na internet. Ler meu querido livro e, quem sabe, dar aquela estudadinha que eu tenho adiado desde que começou as aulas. Sem contar nos programas familiares que, com certeza, faremos por aqui. Esses sim me revigoram. Me fazem sentir amada. E eu chego ao ponto de acreditar que eu sou normal. Afinal de contas, perto deles, quem não é?
Ando pensando em tantas coisas. Ando QUERENDO tantas coisas. E sempre que imagino que algo é impossível pra mim, eu paro e penso: por que não? Eu vejo tanta coisa boa acontecendo por aí. Coisas legais. Pessoas interessantes. E eu estou aqui, prontinha para viver novos momentos. Experimentar novas sensações. Hoje tô com vontade de viver. E viver MUITO. Tô afim de andar a pé no pôr-do-sol. Comer algodão doce. Me embebedar de coca-cola gelada com muito gelo. Comer ovos de páscoa recheados. Passear de carro a noite. Rir até ficar com vontade de fazer xixi. Chorar de alegria. Estou com vontade de matar saudades. De amigas. De primas. De avós fofos. Quero tirar fotos fazendo palhaçada. Brincar com minha cachorrinha - que tem o olho esbugalhado.
Enfim, no momento estou exigente. Quero um amor. Um amor daqueles que nos fazem chegar em casa com 'cara de pamonha'. Que faz a gente deitar na cama e ficar relembrando de cada detalhezinho da noite mais que perfeita. Quero um abraço de urso. Um beijo que faça minha perna levantar - tão diário da princesa isso O.o - quero um carinho no braço, cosquinha na barriga. Olhos brilhantes e sorrisos que me façam esquecer que um dia...eu estive triste.
Será que nesses quatro dias eu consigo tudo isso? Bom, posso até não conseguir na totalidade, mas sei que coisas boas vão acontecer!
Agora é esperar e APROVEITAR. Toma um café comigo enquanto isso? ;)


P.S: "Ando bem, mas um pouco aos trancos...é como eu sempre digo: um dia de salto sete e outro, de sandálias havaianas." (Tati B.)

domingo, 28 de março de 2010

Resumo do Dia - parte II.

Detesto coisas subentendidas. Coisas pela metade. Detesto ter que tomar a decisão e partido de tudo. Não consigo engolir gente sem atitude e que gosta de enrolar.
Então "se não tiver paixão, se não tiver emoção, se não me arranca do chão...então não serve!" (autor desconhecido).
Hoje me sinto imensamente bem. Em paz. Sensação de que o pior já passou. E, principalmente, ainda mais feliz porque essa semana será bem curtinha. Feriadão a vista.
Ê coisa boa! :)

sexta-feira, 26 de março de 2010

Presente Necessário.

"Parabéns pra você. Nesta data querida. Muitas felicidades. Muitos anos de vida!!!" VIVA VOCÊ. Hoje é seu aniversário e eu, como uma boa amiga que sou, não poderia deixar passar em branco. Aliás, desde que nos conhecemos não faço diferente nos dias 26 de março. Talvez esse seja o último, quem sabe. Por isso, não poderia deixar de, alguma forma, te dar um presente. E esse será um dos grandes.
Eu não te amo mais. É esse o seu presente. Na verdade, podemos chamá-lo de 'presente do alívio'. Pelo menos pra mim está sendo. Sabe quando ficamos três minutos debaixo d'água e levantamos para darmos nossa primeira lufada de ar? Não é uma sensação imensamente gratificante? Então, é exatamente assim que me sinto quando falo isso. Como se tivessem retirado um piano de cima de mim. O que sinto quando minha terrível cólica passa. Nossa, que sensação deliciosa. E, para sua felicidade, eu digo isso de coração. Não sinto mais nada por você a não ser uma doce lembrança dos bons momentos. Nada além disso.
Não que você se preocupasse com isso, logicamente. Mas é sempre bom poder deitar a cabeça no travesseiro e não ter aquele ligeiro incômodo de estar magoando alguém com a nossa ausência ou falta de interesse. É isso que quero te dar hoje. O fato de eu não te amar mais e não sentir mais nada poderá tirar um peso - ainda que seja do tamanho de um peso de papel - de cima de você. Uma preocupação a menos, não acha?
Engraçado depois de tanto tempo eu me sentir assim. Tão leve em relação a você. Uma pessoa que eu achava que me marcaria para sempre. Que eu não poderia viver sem. Mas acho que de tanto você me dizer que 'pode viver sem mim', acabei acreditando. E hoje, eu com certeza posso viver sem você.
Ah! E tem mais um presente - aproveita a fartura, hein - eu, finalmente, descobri a resposta para aquela sua última pergunta feita. "O que é o amor pra você, Flávia?" Que eu não soube responder porque, quando estávamos perto um do outro, minha mente parava de funcionar. A única coisa em que eu pensava era em você. Mas o que eu não sabia era que a resposta estava sentada, imóvel, bem na minha frente. Na realidade, o amor pra mim ERA você. Era a falta de ar que eu sentia quando você aparecia. O coração acelerado quando eu via seu nome no visor do celular em plena madrugada. A sensação de te beijar, te abraçar. Amor pra mim, era conversar horas com você e no final, não saber exatamente sobre o que falamos. Seus olhos. Nossa, eu me sentia a mulher mais linda e feliz do mundo só pelo fato de estar sendo olhada por você.
Isso era o amor pra mim. Você era a personificação desse sentimento tão abstrato e confuso.
Blábláblá. Chega de explicações. De filosofias. Chega de drama - como você deve estar pensando aí. Meu presente foi dado. Espero que aceite como deve ter aceito os outros tantos que recebeu hoje. A diferença desse, é que não precisa guardar. Não vai ocupar espaço, pelo contrário...vai desocupar um espaço de 1,62 metros dentro de você.
Por último: Feliz Aniversário. ;)
Escrito no cartãozinho: "E eu, finalmente, deixei de ter pena de mim por estar sem você e passei a ter pena de você, por estar sem mim. Coitado!" (Tati Bernardi)

quarta-feira, 24 de março de 2010

Resumo do Dia.

"Eu comecei minha faxina. Tudo que não serve mais (sentimentos, momentos, pessoas...) eu coloquei dentro de uma caixa e joguei FORA. Sem apego. Sem melancolia. Sem saudade. A ordem, é desocupar lugares!" (autor desconhecido)

segunda-feira, 22 de março de 2010

Direito na Vida Real.

Muita coisa tem acontecido comigo ultimamente. Algumas boas, outras ruins. O fato é que minha existência nunca foi um marasmo qualquer. Sempre tenho novidades pra contar. Coisas estranhas para compartilhar e motivos, de sobra, para rir e chorar. E, mesmo com um turbilhão de coisas em um só dia, eu acho tempo pra pensar. Aliás, eu penso DEMAIS. Muito mesmo. A algum tempo eu achava que isso era um defeito. Sei lá, um problema hormonal, com minhas células do neurônio. Mas alguma coisa estava errada comigo. Eu consigo pensar um monte de coisas em um só segundo. Penso coisa boa e logo depois estou pensando numa bem ruim. Em menos de um minuto, já se passaram pela minha cabeça quase que o pensamento de um só dia de uma pessoa considerada normal. Ás vezes, eu até chego parecer uma pessoa altista. Eu me envolvo de uma tal maneira em meus devaneios que posso ficar um longo tempo em silêncio, mesmo que dentro de mim esteja quase que uma rebelião.
Para comprovar isso, eu tenho um bom exemplo que me ocorreu ainda hoje. No meio da minha aula de Direito Ambiental - diga-se de passagem que é uma aula que eu ADORO - o professor estava explicando que ' a pessoa que causa um dano à alguém, tem o dever de ressarcir o indivíduo prejudicado', a isso damos o nome de Responsabilidade Civil. É certo que não precisamos ter aula de direito ambienatal para aprendermos uma coisa tão óbvia dessa, né? Afinal de contas, desde crianças que somos programados a 'pedir desculpas' quando deixamos alguém triste, ou mesmo comprar um lápis novo se quebramos o do coleguinha. Mas hoje esse ensinamento tão antigo me fez pensar - pra variar.
Então se é desse jeito, se quem causa um prejuízo tem o dever de reparar o dano, eu quero exigir meus direitos. Quero indenização. Perdas e danos. Eu quero um coração novinho em folha. Tudo bem que o tal do coração não é um 'bem juridicamente tutelado', mas deveria ser. Poxa, quando um cidadão está sentimentalmente machucado, todos os outros setores de sua vida são prejudicados. No trabalho, no convívio social, nos estudos. Então, por que não tutelar o coitado do nosso coração? Seria uma forma de proteger. Uma forma de prevenção.
Sei que posso estar parecendo uma maluca ao misturar coisas do Direito com a minha vida sentimental, mas é exatamente disso que eu falava anteriormente. Em meio a minha aula eu pensava nessas coisas. E a cada explicação do professor sobre a Responsabilidade Civil, eu imaginava uma forma de pedir que reparassem o prejuízo em mim causado. Precisa-se de provas? Bom, eu não tenho tido vontade de comer. Não tenho vontade de estudar. De me inscrever no concurso que meu pai tanto quer que eu faça. Não tenho ânimo pra trabalhar, de levantar cedo pela manhã e esperar a porcaria da van. Respirar então? Só faço porque é necessário. Tô sem paciência com as pessoas e toda vez que alguém fala qualquer coisa que seja comigo, eu tenho vontade de chorar. Quer mais ou já tá bom?
E tudo isso, meus caros...me faz merecedora de uma pompuda indenização. E, quem sabe até, de um coração zero quilômetro. Portanto, eu levanto a bandeira: VAMOS FAZER DO CORAÇÃO UM BEM JURIDICAMENTE TUTELADO!
"Ser herói é ter um sorriso nos lábios, quando se está com o coração despedaçado pela dor." (autor desconhecido)

sábado, 20 de março de 2010

Aquele em que eu percebo.


Está comprovado. O ditado se torna verdadeiro pra mim. "Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece". Esse fim de semana foi recordista em coisas altamente estranhas e dolorosas desde minha 'solterice oficial'.
Sexta-feira foi um dia atípico. Eu, finalmente, saí de casa a noite com amigas. Atípico porque eu não costumo fazer isso com muita frequência. Na realidade, eu não costumo fazer isso NUNCA. Mas nessa sexta eu resolvi mudar algumas coisas. Resolvi colocar um vestido legal. Um salto alto. Uma maquiagem que a tempos eu não usava. Gastar um tempinho a mais arrumando meu cabelo um tanto quanto rebelde, pegar a chave do carro e sair. Sair sem saber pra onde. Sair pra 'ver um lugar legal'. A noite fluiu como devia ser. Me diverti, mas ainda acho que ficar no conforto do meu sofá vendo um bom filme teria sido melhor. Isso porque, no final da noite eu tive a tão desagradável surpresa. Daquelas que faz seu corpo estremecer. Esfriar e esquentar. Que te dá dor de barriga e faz sua mão não obedecer aos comandos do cérebro. Agora, junta tudo isso com o fato de você estar dirigindo. Entrei em pânico. Cheguei em casa não sei como e fui direto pro meu 'abrigo'.
O sábado já foi bem diferente. Continuei com o enjôo e com a sensação de 'estranheza', mas segui meu dia. Que por sinal, me pregou outra peça. Aliás, duas coisas aconteceram. A primeira foi ruim, na verdade não ruim e sim, a tal 'assustadora' que eu mencionei acima. Uma pessoa bipolar que, do nada, fala que eu tenho que me preocupar mais com as pessoas ao meu redor do que comigo. Que eu só olho pra mim mesma e 'blábláblá' - usando palavras baixas, claro! - vai entender, né? Sinceramente...eu não vou me preocupar com mais ninguém que não seja eu. Afinal de contas, se eu não me preocupar, quem vai? Tô errada? Bom, paciência com pessoas assim.
A outra surpresa foi boa. Extremamente boa. Lindamente maravilhosa. Percebi que o bem mais sublime que tenho é a minha família maluca. O quanto eles são TUDO pra mim. Não importa se eu estou super arrumada ou de pijama velho e descabelada, eles me acham linda mesmo assim. Exemplo disso foi meu pai me elogiando hoje de manhã. Eu não preciso ser 'toda sorrisos' para quererem minha presença. Mesmo chata e de mal-humor eu sou bem vinda. O dia hoje foi de REdescoberta. Meus pais são meus maiores tesouros. Meus irmãos - mesmo que um esteja longe - são minhas alegrias. Meus primos, minha diversão. Minha tia, minha amiga. Minha avó...meu colinho macio. Hoje eles vieram me dizer que viram uma fita cacete - isso mesmo, reliquia - de quando eu era pequena e que não mudei nada. Fiquei tão feliz de saber que eles ainda vêem aquilo. Que ainda lembram de mim.
Minha família é linda e completa. As bagunças, as confusões, as diferenças, que ao se misturarem, fazem com que cada um se torne uma 'partezinha' de mim. Hoje eu precisei disso. E, sem abrir a boca para pedir ou reclamar, eles me deram tanto carinho e conforto que, no final desse dia tão chato, eu estou tranquila. Estou feliz. Até o 'fundie' que minha mãe resolveu fazer na varanda - que pegou fogo na toalha - foi bom. As conversas repetidas do meu pai. Meu irmão gritando e não deixando ninguém falar. MeuDeus. Que coisa maravilhosa.
A noite chegou e eu não estou mais sentindo aquele enjôo e aquela angustia de hoje cedo. Vou deitar no sofá feliz e ver o filme que eu aluguei. Em paz. Porque amanhã é dia de banho de piscina na casa da vovó. Eba!

"Um band-aid no coração, um sorriso nos lábios e...tudo bem!" (autor desconhecido)

quarta-feira, 17 de março de 2010

Das coisas que eu aprendi.

Eu sei que já postei hoje. E não gosto de fazer mais de um post por dia. Mas hoje eu vou quebrar a 'minha' regra. Me deu vontade de vir aqui e escrever uma porção de coisas. Escrever sobre o amor. Sobre o desamor. Sobre minha falta de sorte e de charme quando eu mais preciso. Sobre amigos, inimigos, pessoas avulsas.
Porém, nada do que mencionei acima me fará mais leve. Hoje quero registrar aqui coisas que eu aprendi nos últimos tempos. Quero falar de pessoas - ainda que indiretamente - que me ajudaram a enxergar melhor algumas situações. De alguma forma, me fizeram mais esperta.
Eu não gosto que me julguem. Aliás, quem gosta de ser julgado? Então, por que raios as pessoas tem essa péssima mania? Meu Deus, que coisa mais chata você ver alguém falando 'fulano está errado, eu estou certa' ou 'nossa, você viu o que beltrano acaba de fazer? que horror!' Agora me diga: quem é você para falar de certo e errado? Quem é você pra falar que fulana é falsa e sem caráter? Essa foi uma das melhores coisas que eu aprendi nos últimos tempos. Parar com essa coisa ridícula de querer me achar no direito de fazer qualquer tipo de julgamento que seja.
É tão feio, sabe. Veja bem, o que é bom pra mim, pode não ser pra você. A vida é tão relativa. Existem tantos pontos de vista diferentes que ninguém está apto a dizer o que é certo e o que define o caráter de alguém. Não existe uma pessoa que seja o centro do universo. Então, você acha que agiu certo? Ótimo. Não existe coisa pior que ser obrigada a reconhecer uma merda feita. Mas só porque você ACHA que está certa, não quer dizer que tem o direito de sair falando mal da atitude da outra pessoa por aí. Cidadãos diferentes, lembra? Logo, entendimentos diferentes.
Eu parei a tempos de querer ficar dando uma de 'juíza da vida'. Hoje, mesmo que eu não goste de alguém, não saio por aí falando mal e denegrindo a imagem do indivíduo. Confesso que eu não era assim. Mas a vida me ensinou, através de diversas situações, que ISSO é falsidade. Não é ser falsa com outras pessoas e sim, falsa comigo mesma. Sair por aí jogando indiretas e falando coisas maldosas é, nada mais nada menos, do que a tão odiada falsidade. E eu realmente não me importo se 'a' ou 'b' me odeia ou me acha uma sem-caráter (aliás, você sabe o que é caráter?). Eu me importo com o que está dentro de mim. Com as coisas que eu falo e acho. Por isso, eu desisti da vida de 'falar mal'. Prefiro ser indiferente. Neutra. Água.
Não odeio ninguém. Afinal de contas, ninguém nunca me fez nada do gênero. Não tenho inveja de absolutamente ninguém. Posso achar bonita, inteligente, chique...mas inveja, não. Sabe uma coisa que eu acho super feio também? É a pessoa falar aos quatro ventos que 'ciclaninha' tem inveja dela. AFFS. Que coisa mais ridícula. Se você acha isso. Tudo bem. Mas não precisa ficar 'se achando' por conta de uma possível inveja, que nem deve existir, na realidade.
Resumindo o post de hoje: eu posso ser chata, andar de nariz empinado, parecer que não ligo pra nada nem ninguém, ser metida, prepotente e insensível. Mas, antes de me julgar ou julgar uma atitude minha, por favor...tente conhecer a MINHA versão, ok? Depois disso, eu te dou o aval pra poder sair por aí falando mal. (Nossa, a rima foi sem intenção!).
"Causar um dano coloca você abaixo do inimigo, vingar-se faz com que você se iguale e perdoá-lo, coloca você acima dele" (Benjamin Franklin)


P.S: Juro que o post não foi direcionado. Foi mais um desabafo mesmo. ;)