sábado, 20 de março de 2010

Aquele em que eu percebo.


Está comprovado. O ditado se torna verdadeiro pra mim. "Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece". Esse fim de semana foi recordista em coisas altamente estranhas e dolorosas desde minha 'solterice oficial'.
Sexta-feira foi um dia atípico. Eu, finalmente, saí de casa a noite com amigas. Atípico porque eu não costumo fazer isso com muita frequência. Na realidade, eu não costumo fazer isso NUNCA. Mas nessa sexta eu resolvi mudar algumas coisas. Resolvi colocar um vestido legal. Um salto alto. Uma maquiagem que a tempos eu não usava. Gastar um tempinho a mais arrumando meu cabelo um tanto quanto rebelde, pegar a chave do carro e sair. Sair sem saber pra onde. Sair pra 'ver um lugar legal'. A noite fluiu como devia ser. Me diverti, mas ainda acho que ficar no conforto do meu sofá vendo um bom filme teria sido melhor. Isso porque, no final da noite eu tive a tão desagradável surpresa. Daquelas que faz seu corpo estremecer. Esfriar e esquentar. Que te dá dor de barriga e faz sua mão não obedecer aos comandos do cérebro. Agora, junta tudo isso com o fato de você estar dirigindo. Entrei em pânico. Cheguei em casa não sei como e fui direto pro meu 'abrigo'.
O sábado já foi bem diferente. Continuei com o enjôo e com a sensação de 'estranheza', mas segui meu dia. Que por sinal, me pregou outra peça. Aliás, duas coisas aconteceram. A primeira foi ruim, na verdade não ruim e sim, a tal 'assustadora' que eu mencionei acima. Uma pessoa bipolar que, do nada, fala que eu tenho que me preocupar mais com as pessoas ao meu redor do que comigo. Que eu só olho pra mim mesma e 'blábláblá' - usando palavras baixas, claro! - vai entender, né? Sinceramente...eu não vou me preocupar com mais ninguém que não seja eu. Afinal de contas, se eu não me preocupar, quem vai? Tô errada? Bom, paciência com pessoas assim.
A outra surpresa foi boa. Extremamente boa. Lindamente maravilhosa. Percebi que o bem mais sublime que tenho é a minha família maluca. O quanto eles são TUDO pra mim. Não importa se eu estou super arrumada ou de pijama velho e descabelada, eles me acham linda mesmo assim. Exemplo disso foi meu pai me elogiando hoje de manhã. Eu não preciso ser 'toda sorrisos' para quererem minha presença. Mesmo chata e de mal-humor eu sou bem vinda. O dia hoje foi de REdescoberta. Meus pais são meus maiores tesouros. Meus irmãos - mesmo que um esteja longe - são minhas alegrias. Meus primos, minha diversão. Minha tia, minha amiga. Minha avó...meu colinho macio. Hoje eles vieram me dizer que viram uma fita cacete - isso mesmo, reliquia - de quando eu era pequena e que não mudei nada. Fiquei tão feliz de saber que eles ainda vêem aquilo. Que ainda lembram de mim.
Minha família é linda e completa. As bagunças, as confusões, as diferenças, que ao se misturarem, fazem com que cada um se torne uma 'partezinha' de mim. Hoje eu precisei disso. E, sem abrir a boca para pedir ou reclamar, eles me deram tanto carinho e conforto que, no final desse dia tão chato, eu estou tranquila. Estou feliz. Até o 'fundie' que minha mãe resolveu fazer na varanda - que pegou fogo na toalha - foi bom. As conversas repetidas do meu pai. Meu irmão gritando e não deixando ninguém falar. MeuDeus. Que coisa maravilhosa.
A noite chegou e eu não estou mais sentindo aquele enjôo e aquela angustia de hoje cedo. Vou deitar no sofá feliz e ver o filme que eu aluguei. Em paz. Porque amanhã é dia de banho de piscina na casa da vovó. Eba!

"Um band-aid no coração, um sorriso nos lábios e...tudo bem!" (autor desconhecido)

Um comentário: