Se me perguntassem se eu me considero uma mulher independente, eu responderia que sim. Posso até não ser - ainda - independente financeiramente. Mas olha...eu tenho minhas próprias responsabilidades, que as desempenho com seriedade e zelo. Tenho meu carro e sei ir sozinha para o lugar que bem entender. Resumindo, sei me virar e raramente preciso de alguém para fazer algo no meu lugar.
Se um dia me perguntarem se eu sou feliz, responderia sem pestanejar. SIM, SIM e SIM. Sou realmente muito feliz. Sem falsidade, sem aquele tipo de felicidade que só se é quando está se perto das pessoas, mas quando fica sozinho(a) no quarto desaba de chorar e se lamentar.
Tem também aquela pergunta: você precisa de alguém pra viver feliz? Essa pergunta já não teria uma resposta muito objetiva. Bem...já disse que sou independente e feliz. Mas, obviamente, não seria dessa forma se eu fosse uma pessoa sozinha. Ou seja, eu preciso de pessoas. Só se engana quem pensa que eu preciso de MUITA gente ao meu redor pra me satisfazer. Minha família e minhas amigas. Ponto. Ninguém mais. Ninguém menos. Só que, ultimamente, não tem sido bem assim.
É o seguinte: já está bem claro que eu não preciso de ninguém - além das pessoas que eu já mencionei - para viver plenamente feliz. Mas não 'precisar' é bem diferente de 'querer', ou mesmo 'sentir falta'. O fato é que de uns tempos pra cá eu tenho sentido uma baita falta de um cidadão - isso mesmo, masculino - companheiro. Aquela pessoa que estará do meu lado nas horas super legais, mas que também se fará presente nas horas chatas. Aquele que, no final do meu dia cheio e turbulento, estará lá...pra me abraçar ou mesmo para escutar minhas desventuras sem achar tudo ladainha. O cidadão que fará parte dos meus planos presentes e, claro, futuros. Que vai me acompanhar nas viagens. Pra perto - Marataízes. Ou pra loooonge - por que não a China?! Eu tô falando daquele COMPANHEIRO mesmo. Aquela pessoa que parece que é você, só que do sexo oposto. E é claro, não pode faltar aqueeeele sentimento. Aqueeeela química. O carinho, o respeito, o cuidado. A vontade de não fazer sofrer. O medo de fazer chorar.
O fato é que eu não quero mais me apaixonar. Cansei daquela história de 'borboletas no estômago'. De frio na espinha. De suor. De coração disparado. Chega dessa baboseira. Isso só nos serve pra dar dor de cabeça e nos trazer algumas lagriminhas aos olhos. O que eu quero mesmo é segurança. É saber que o indivíduo que eu escolhi gosta de mim. Que não vai sumir nos finais de semana ou não vai hesitar quando eu perguntar o que ele sente por mim. Acho que estou 'velha' o suficiente para trocar a paixão avassaladora que não me levará a nada por aquele que me trará a segurança da tranquilidade. Da calmaria. Porque a paixão não dura pra sempre. Se ela não é correspondida e nem levada adiante, ela acaba. Com certeza acaba. E hoje, se me perguntarem do que eu sinto falta, eu responderia: sinto falta de algo que nem eu mesma sei dizer o que é. Não tem nome. Não tem cheiro. Só o que eu sei é que existe. E eu, definitivamente, estou disposta a encontrar.
Obs: "Chega de reticências. Ficar esperando. Sofrendo. Contando saudades. Se o amor não é possível, o melhor é colocar um fim. E ponto." (Fernanda Mello).





