Meses se passaram desde o último post. Uma viagem inesquecível. Um verão gelado. Um carnaval chuvoso. Um retorno ao que será meu penúltimo ano de faculdade. Novas amigas. Novas pessoas. Novos acontecimentos. Enfim, muita coisa mudou, mas minha vontade e necessidade de escrever continuam a mesma. A leveza que tudo isso me traz me fez bastante falta. Então, aqui estou eu. De volta e com MUITA coisa pra contar.
Estava pensando no tema para esse primeiro 'escrito' do ano de 2011. O que eu poderia descrever? Minha experiência fora do país? É, eu poderia falar disso, mas não seria o suficiente. Poderia falar de sentimentos? Claro. Mas confesso que, ultimamente, não estou me sentindo apta para tocar nesse assunto...Então, depois de muito pensar, decidi que vou falar sobre o que eu conversei com uma GRANDE AMIGA um dia desses dentro do carro, ouvindo música, durante uma palestra deveras importante, que eu deveria estar presente e fazendo anotações - mas não estava.
É engraçado pensar na nossa vida como sendo um palco de teatro e nós, os atores principais da peça. Pensei nisso naquele dia e cheguei a algumas conclusões tão interessantes quanto intrigantes. Vamos à elas...
Muitos atores participam da nossa 'peça'. Tem aqueles atores tão importantes quanto nós - nossa família. Por esses, daríamos a vida sem ao menos pensar duas vezes. Tem aqueles que fazem o papel, não menos importante, dos nossos amigos. Esses atores estão sempre indo e vindo. Afinal, tem sempre um chegando e um, finalmente, saindo. Existem também aquelas pessoas que não passam de atores coadjuvantes. Sem a mínima importância e que só estão aqui pra fazer volume e nada nos tem a acrescentar. Esses, quando se vão, não fazem falta alguma. Tem aquela pessoa chata da faculdade. Aquele professor mala que só pensa em ferrar os alunos. O chefe idiota. Tem o vizinho idoso que, quando entra no elevador com você, só sabe falar do clima e de como você está mudando. Tem os atores que fazem o ridículo papel de 'pessoas populares da cidade'. Estes nos servem para fazer rir. Tem a melhor amiga. Tem a reclamona. Tem a enjoada...e por aí vai.
No entanto, depois dos atores principais e coadjuvantes, tem sempre aqueles que estão fazendo um 'teste'. Para saber se, realmente, vão ficar ou vão rachar fora. E, claro, eu não poderia deixar de me lembrar daquela pessoa que fará nosso 'par' nessa peça de teatro que se chama VIDA. Esse personagem é tão importante quanto você. E, como não poderia deixar de ser, leva um tempão para achá-lo. Tem uns que vem, fazem o teste, passam, mas...não tem competência pra continuar. Aí são descartados, embora não sem dor. E até que, depois de muitos testes frustados e muita cara rachada, aparece o cidadão/cidadã que é exatamente aquilo que você estava procurando.
Aquela pessoa que, só de olhar você já fica quente e suado. Seu coração dispara e sua mente não funciona mais como deveria. O indivíduo que te cala somente com um olhar. Que te faz chorar de raiva, mas que no instante seguinte te faz sorrir e esquecer de qualquer dor passada. Aquela pessoa que te tira o sono, a razão e o bom senso. Que faz você esquecer que existe um mundo lá fora quando estão juntos. Faz você esquecer seu orgulho. Sua falta de sorte e os conselhos dos demais 'olheiros' que estão aplicando o teste com você. Dane-se se ele/ela não atua bem. Dane-se se nossa altura, quando comparadas, é desproporcional. Dane-se o currículo, o passado a fama. Dane-se se ele/ela já foi reprovado diversas vezes em testes anteriores. EU quero. Quero deixar entrar na peça com o papel de ser o MEU par.
Enfim, traduzindo tudo o que eu escrevi...nós não temos o dom de prever e escolher quem é que vai entrar na nossa vida. Infelizmente. Mas podemos fazer melhor. Podemos escolher quem nós queremos que CONTINUE fazendo parte dela. E isso é muito mais legal. Eu quero você, você e você. O resto, por favor, queiram se retirar. No meu palco não há espaço para figurantes!
P.S: " Durante a nossa vida, conhecemos pessoas que vem e que ficam. Outras que vem e passam. Existem aquelas que vem, ficam e depois de algum tempo se vão. Mas existem aquelas que vem e se vão com uma enorme vontade de ficar" (Charles Chaplin).
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