terça-feira, 14 de setembro de 2010

Das coisas que são importantes.

Que minha família é maluca, eu sei. Desde que nasci. Que as - poucas - amigas que tenho são surtadas, também já sabia. Mas que eu amo muito toda essa insanidade, isso é novidade pra mim.
Na madrugada, isso mesmo, MADRUGADA de segunda-feira pude perceber o quanto eu gosto de certas maluquices. Estava deitada na cama alta da minha avó, não querendo ter de abrir os olhos e encarar uma viagem às 7:00 da manhã, quando ouço ela e meu avô conversando e fazendo meu café da manhã - que gracinhas!!! Posso ouvi-los falando de remédios, médicos, pãos e camundongos. Camundongos?! Minha avó diz que não quis falar perto de mim, mas viu um pequeno ratinho na casa. Meus olhos se abriram instantaneamente e eu dei um pulo da cama. Ainda estava escuro, coloquei meus chinelos, peguei meu casaco e fui ao encontro deles na cozinha. A mesa estava posta e eu sentei para tomar o café que os dois prepararam com tando carinho. Até aí tudo bem. Até que...eu olhei pro lado e vi. Eu vi o tal 'ratinho' zanzando perto do banheiro. Pra que? Eu gritei, subi na cadeira, surtei. Meu avô prontamente pegou uma vassoura e disse que iria matá-lo. Eu corri para o quarto em que dormi com minha avó atrás carregando meus chinelos que não tive tempo de calçar. O final disso é que meu avô NÃO matou o rato, disse que matou para me acalmar e eu acabei vendo o bonito, de novo, depois. Eca!
O que ficou dessa situação foi que até na loucura a gente se ama e se entende. Apesar do rato e de ser ainda madrugada, eu amei estar ali com eles. Um querendo falar mais alto que o outro. Meu avô e sua vassoura. Minha avó e suas reclamações de que eu sou muito 'mole'. Adorei.
Por alguns instantes eu esqueci a prova que fiz no dia anterior, esqueci o rapaz que eu tanto gosto e que me tratou tão 'amigavelmente' ao telefone quando eu liguei. Esqueci da viagem de volta. Da chatice da semana que estava pra começar.
Gosto de coisas simples. Gosto da minha família e da loucura que ela representa. Das minhas amigas e das coisas que elas falam na cara. Das minhas primas e da mongolice que sai quando estamos juntas. Sou muito feliz de ter todas essas pessoinhas ao meu lado. Afinal, com essa galera eu não preciso ficar o tempo todo sorrindo e tentando agradar. Não me presto ao papel de ligar e ser tratada como qualquer uma. Não preciso ficar esperando o telefone tocar nem ter que ouvir a 'mentirinha' de um projeto de fim de semana.
De tudo isso, uma coisa é certa: algumas coisas são realmente importantes. Ainda que não nos façam feliz sempre, são importantes e nos preenchem. Diferentemente de outras coisas que, achamos nos fazer feliz, mas que nos traz mais preocupações e dor de cabeça do que alegria de fato. Pense nisso. O que é importante pra você?

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Vai entender.

Todos já ouviram falar, ou já leram, aquele livro chamado "o segredo". Resumindo seu conteúdo: tudo que você quiser, deseje com muita força e o universo - que conspira a seu favor - vai te dar. Ou alguma coisa parecida. Eu já li esse livro e confesso que acreditei nele. Afinal, o livro mostra depoimentos de pessoas que desejaram e conseguiram. Uma verdadeira lavagem cerebral para você pensar sempre positivamente. HAHAHA.
Engraçado. Porque a realidade é completamente diferente. Você pode até desejar com muita força, mas nada irá acontecer se você não arregaçar suas manguinhas e correr atrás do objeto desejado.
Ok. E quando você deseja, corre atrás e faz tudo que está ao seu alcance, mas não consegue o que realmente quer? Senta e chora? Pode ser, mas...não dará certo também. O fato é que o livro é falho. O livro não leva em conta que, independente do que VOCÊ quer, se houver uma outra pessoa envolvida, será necessário saber se esse cidadão também quer, né? E se ele não quiser, não há universo conspirando que vá fazer dar certo.
E cá pra nós, quem nunca quis muito uma coisa e quando foi 'pedir' levou um 'não' bem sutil na cara? É como sair correndo e dar de cara com uma parede de vidro. Você está indo na direção dela, mas não consegue vê-la. E TUM. Bate a cara. Dói. Dá vergonha e pensa: 'como é que eu não vi essa droga de parede?' Querida, você não viu porque não tinha como ver. Você não esperava o amável 'não', porque ele não dava indícios NENHUM de que esse não existisse. E você foi. Com a cara e a coragem. Se sentindo o homem do relacionamento. Querendo dar mais um passo e ele querendo 'deixar do jeito que está'. Affs.
É claro que você não quer isso. Porque você é '8 ou 80'. Ou é tudo ou é nada, meudeusdocéu. Depois de tanto tempo juntos, saindo, conversando, rindo, experimentando coisas novas, por que não assumir logo o que todo mundo já acha que é?
Sua vontade era de olhar bem nos olhos do cidadão e dizer que você é diferente. Que você não vai sufocá-lo e nem deixar de ser engraçada e carinhosa e simpática com os amigos dele. Que quando você quer uma coisa, você faz pra dar certo. Você se empenha. Se doa. Entra pra ganhar e faria de tudo para vê-lo mais feliz. Mas você não fez isso. Você se calou e disse um 'tudo bem' baixinho. Com aquela vontade incontrolável de chorar. Com a cabeça sempre batendo na mesma tecla: eu já disse isso praquele carinha uma vez. Aquele que eu não estava afim e queria me livrar dele. Disse que não estava prontra e SUMI. Mas o que ele não sabia era que eu não estava pronta porque era ele, né. E com esse novo cidadão é diferente. Agora quem não está pronto é ele. E você pensa que ele quer sumir de você. Que isso é só uma desculpa.
Se for, deixa ele sumir. Ainda que a senhorita esteja com o coração mais espremidinho do mundo, deixa. Se não for pra ser dessa vez, tenha certeza que da próxima será. Ahhh...e lembre-se: o verdadeiro 'segredo' é correr atrás do que se quer. Fazer acontecer. Nunca espere sentado, porque nada de bom vai cair no seu colo. Ok? ;)

P.S: "Não desista, vá em frente. Sempre há uma chance de você tropeçar em algo maravilhoso. Nunca ouvi falar em ninguém que tivesse tropeçado em algo enquanto estava sentado." ( Charles F. Kettering)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Não faça isso.

Acho bastante curioso a facilidade que algumas pessoas têm de se apaixonar e desapaixonar. Hoje, estão 'amando'. Amanhã, 'odiando' e já com outro(a). Incrível isso, não?!
O fato é que isso não é amor, e sim paixão. Nos apaixonamos facilmente e, por uma questão de lógica, nos 'desapaixonamos' mais rápido ainda. A paixão não cria vínculo duradouro. Paixão se traduz como empolgação. Emoção de estar com aquela pessoa que acabamos de conhecer e que, aparentemente, preenche todos os requisitos que esperamos de alguém. Paixão avalia muito mais a aparência do que o interior. É aquele fogo. A química. O corpo-a-corpo. É a idealização de um cidadão perfeito, ainda que este individuo seja um verdadeiro zé ruela. E quando a novidade acaba, o que fica? A decepção. A dor da perda de uma coisa que não tinhamos. O sofrimento sem causa por acharmos que estávamos no caminho certo e 'amando' aquela pessoa perfeitinha dos nossos sonhos. E não. Por que? Porque a maioria esmagadora das pessoas não vale a pena - eu me incluo nisso - e não porque são ruins ou qualquer coisa do gênero. Mas sim, porque quando alguém se apaixona pela gente, esse alguém nos idealiza de uma tal forma que, quando nos acompanha na dura rotina, acaba caindo na real de que nada daquilo era de verdade. Afinal, não conseguimos manter um 'personagem' por muito tempo.
Vamos à um exemplo bem comum - eu faço isso, claro: você conhece um cara. Uma gracinha e blábláblá. Vocês conversam. Dão risadas. Se beijam. Você não liga se ele está conversando com outra garota enquanto jogam sinuca. Se mostra a mulher mais independente e desprendida e engraçada de todos os tempos. Os dias passam e você começa a gostar do infeliz. Começa a pensar nele mais vezes do que gostaria. A esperar por uma mensagem. Por uma conversa pelo MSN. Mas mantém a postura e não corre atrás. Até porque, você é a 'mulher que ele pediu a Deus', né. Fica na sua e espera ele te procurar. Ok.
ALO-OOU. Essa não sou eu. Eu sinto ciúmes, tá. Não doentio, mas eu sinto. Eu tenho TPM e não sou tão engraçada quanto pareci no nosso primeiro encontro. Sinto vontade de te ligar mais vezes por dia e de te contar minhas desventuras. Às vezes sou carente. Às vezes, brava. Nunca consigo ser a mesma durante muito tempo.
Mas essa é a graça, afinal. Pessoas perfeitas não existem. Assim como paixões não duram. E eu não quero que se apaixonem por mim. Muito menos pelo que eu sou em 'uma noite'. Quero muito mais.
Então, fica a dica. Não se apaixone por mim. Me conheça. Me entenda. E, se por algum acaso da vida achar que eu valho a pena, me ame. Mas JAMAIS se apaixone por mim.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Já está escrito.

Olha pra mim. Bem dentro desses olhos grandes e castanhos que não possuem nenhum tipo de atrativo. O que você vê? Não me diga, eu vou tentar adivinhar: você vê uma garota sorridente, segura de si e que vive falando coisas contraditórias. Uma menina-mulher que se diz independente, mas nunca morou longe dos pais. Aquela que faz piada com tudo que você fala e parece fria e distante quando o assunto fica sério. Acertei?
Se a resposta foi positiva, ótimo. Porque essa não sou eu. É certo que eu gosto de sorrir e na maioria das vezes é um sorriso com vontade - mas nem sempre. Não sou a todo tempo segura das coisas que faço, pelo contrário. Na maioria das vezes acho que estou cometendo algum errinho. E quanto as coisas contraditórias? Isso eu não sei explicar.
O negócio é o seguinte, o que você vê nem sempre é o que eu sou de fato. Não estou dizendo que sou falsa, nem nada disso. Só estou tentando te mostrar quanta coisa você acha que sabe sobre mim e que na verdade, não é bem assim.
Agora olha com mais calma. Não só para os olhos comuns, mas para o movimento da boca. Para o jeito que eu mexo nos cabelos repetidamente quando estou nervosa. Para minhas mãos que ficam quentes e suadas quando estão ao lado das suas. Repara no tom da minha voz e na frequência da minha respiração quando estamos juntos. Tudo isso junto não te diz nada?
'Lei do menor esforço'. Gostei dessa filosofia de vida e agora a sigo assiduamente. Por isso, não vou externar com palavras o que eu durmo e acordo pensando. O que não desgruda de mim durante todo o meu dia cheio. Quero que você aprenda a me decifrar. Não vai ser fácil, eu sei. Mas saiba que valerá a pena.
Ok. Deixarei as coisas mais fáceis então. Se depois de reparar em cada parte do meu corpo e tentar adivinhar o que eu quero - e muito! - você não conseguir êxito, olhe para minha testa. Isso mesmo. TES-TA. E ali você vai achar, escrito em letras garrafais, a minha vontade. VOCÊ. E não esqueça de olhar o 'obs.' que está logo abaixo...'só pra mim'. :)

P.S: "Eu não ligo para o seu passado. Só quero saber se há algum lugar pra mim no seu futuro". (Doce lar - filme).

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Amor x Conveniência.

Falar de amor é complicado. Ainda que o sentimento em si não seja tão difícil de se entender, falar dele requer muita prática e experiência. E eu não digo do amor banalizado que vemos a todo momento na televisão ou entre os adolescentes eufóricos que amam tudo e a todos por aí. Eu falo do amor na sua melhor e maior forma.
E pasmem. Tal sentimento não é a regra, mas sim a exceção. Isso mesmo. Se você acha que todo mundo que diz amar está, de fato, amando, não se engane. Metade da população não sabe o que quer dizer o amor. Mas sabem muito bem o que significa a conveniência.
Estar com uma pessoa porque ela é legal, te faz bem e é bonita não quer dizer que você a ama. Na maioria das vezes, quer dizer que é mais conveniente estar ao lado dela do que de outra que não te faz tão bem assim. Já com o amor é diferente. Porque ainda que você não esteja com a pessoa detentora do seu sentimento, você a ama mesmo assim. E quer o seu bem. E está disposta a ajudá-la mesmo quando a maior merda é feita por ela.
Mas amor e conveniência andam lado a lado. Tanto que são confundidos com muita frequência. Darei um exemplo do que é gostar da pessoa, achar que ama e na verdade é por pura conveniência: 'vocês começam a namorar. Trocam juras de amor eterno a cada meio segundo. Andam de mãos dadas. O beijo é bom. E quando estão longe, sentem saudade. Até aí tudo bem. Parece com o amor. Até que...o objeto da sua paixão comete um erro - ninguém é perfeito - e o que você faz? Tchau!' Uai...mas e o amor? A resposta é sempre a mesma: 'não há amor que resista à isso'.
Nananinanão. Como assim? Meu filho, você realmente não sabe o que é o amor. Vamos a um exemplo de amor propriamente dito: 'vocês se conhecem. Você trocaria tudo para estar ao lado da pessoa, nem que esse junto fosse durar apenas algumas horinhas. Você se preocupa mais com o que ela sente e em como ela está do que com a aparência física dela. O beijo é bom, mas a companhia é melhor. Em algum momento vocês se separam, mas aquela pessoa continua sendo AQUELA pessoa. Ainda que distante'.
Eu não estou pregando aqui que mesmo depois de uma traição você deve continuar e blábláblá. Isso vai do orgulho de cada um. Só quero dizer que o amor era um sentimento pra ser forte. Resistente. Que dura. Não essa coisa efêmera que andam difundindo por aí. O amor não guarda ódio. Mágoa. Para o amor, nem tudo é perfeito. Mas nada está perdido quando se sente.
Como eu disse no início, o amor é a exceção. A regra é a conveniência. Pois bem...acabo de perceber que eu me incluo na regra. Nunca fui, nem nunca serei a exceção. ;)

domingo, 1 de agosto de 2010

Minha primeira lição.

Está decidido. Eu, definitivamente, aceito 'aprender a esperar'. Depois de tanto lutar contra. De tantos 'mas eu não tenho paciência'. Resolvi deixar você ensinar a minha primeira grande lição. ESPERAR.
Esperar as semanas indefinidas passarem. Esperar por uma mensagem no celular. Uma conversa pelo MSN. E - a mais difícil delas - esperar você se tocar o que eu realmente quero. Mas sabe porque eu quero aprender essa tão importante virtude? Simplesmente porque percebi - sozinha - o quanto é maravilhoso quando estamos juntos. O quanto eu gosto de conversar com você. O quanto nosso silêncio dentro do carro é reconfortante porque eu não preciso ficar pensando em um assunto interessante para falar. O fato de estarmos ali, de mãos dadas, me basta. Percebi a delícia que são os nossos beijos. Como eu gosto quando você me abraça ou passa a mão preguiçosamente nos meus cabelos - um segredo: eu odeio que mexam neles.
Tudo isso junto misturado com mais diversas coisas é que me fazem ter a certeza de que a espera vale a pena. Eu nunca tive muita paciência, isso é fato e eu já deixei bem claro. E se a pressa é a inimiga número um da perfeição, eu escolho ter calma. Afinal, dessa vez eu quero que tudo continue sendo perfeito. Do jeitinho que está sendo todo esse tempo.
Então, não vou cobrar, não vou me estressar e nem me descabelar se os dias começarem a parecer que tem 35 horas e as semanas 10 dias. Vou ser uma menina obediente e aprender o que você, discretamente, quer me ensinar. Afinal, sempre tive em mente que o que tiver que ser vai ser e não adianta querer apressar as coisas, não é mesmo? Mas que me dá uma vontade imensa de me 'teletransportar' para um apartamento com cheiro de naftalina, isso eu não posso negar.


P.S: "Tinha certeza de que você não seria só uma cosquinha no coração, mas sim um terremoto em todas as céluas do meu corpo." (autor desconhecido)

domingo, 25 de julho de 2010

Resumo do dia - parte XII.

"Eu sei que sou exatamente o que 98% dos homens não gostam ou não sabem gostar: eu falo o que penso, abro as portas da minha casa, da minha vida, da minha alma, dos meus medos. Mas eles adoram uma sonsa. Adoram. Mas dane-se. Um dia um louco, direto do planeta dos 2% de homens, vai aparecer." (T.B)


P.S: Achei o texto engraçado. Qualquer semelhança com a realidade, terá sido mera coincidência. Ou não. :)