quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Amor x Conveniência.

Falar de amor é complicado. Ainda que o sentimento em si não seja tão difícil de se entender, falar dele requer muita prática e experiência. E eu não digo do amor banalizado que vemos a todo momento na televisão ou entre os adolescentes eufóricos que amam tudo e a todos por aí. Eu falo do amor na sua melhor e maior forma.
E pasmem. Tal sentimento não é a regra, mas sim a exceção. Isso mesmo. Se você acha que todo mundo que diz amar está, de fato, amando, não se engane. Metade da população não sabe o que quer dizer o amor. Mas sabem muito bem o que significa a conveniência.
Estar com uma pessoa porque ela é legal, te faz bem e é bonita não quer dizer que você a ama. Na maioria das vezes, quer dizer que é mais conveniente estar ao lado dela do que de outra que não te faz tão bem assim. Já com o amor é diferente. Porque ainda que você não esteja com a pessoa detentora do seu sentimento, você a ama mesmo assim. E quer o seu bem. E está disposta a ajudá-la mesmo quando a maior merda é feita por ela.
Mas amor e conveniência andam lado a lado. Tanto que são confundidos com muita frequência. Darei um exemplo do que é gostar da pessoa, achar que ama e na verdade é por pura conveniência: 'vocês começam a namorar. Trocam juras de amor eterno a cada meio segundo. Andam de mãos dadas. O beijo é bom. E quando estão longe, sentem saudade. Até aí tudo bem. Parece com o amor. Até que...o objeto da sua paixão comete um erro - ninguém é perfeito - e o que você faz? Tchau!' Uai...mas e o amor? A resposta é sempre a mesma: 'não há amor que resista à isso'.
Nananinanão. Como assim? Meu filho, você realmente não sabe o que é o amor. Vamos a um exemplo de amor propriamente dito: 'vocês se conhecem. Você trocaria tudo para estar ao lado da pessoa, nem que esse junto fosse durar apenas algumas horinhas. Você se preocupa mais com o que ela sente e em como ela está do que com a aparência física dela. O beijo é bom, mas a companhia é melhor. Em algum momento vocês se separam, mas aquela pessoa continua sendo AQUELA pessoa. Ainda que distante'.
Eu não estou pregando aqui que mesmo depois de uma traição você deve continuar e blábláblá. Isso vai do orgulho de cada um. Só quero dizer que o amor era um sentimento pra ser forte. Resistente. Que dura. Não essa coisa efêmera que andam difundindo por aí. O amor não guarda ódio. Mágoa. Para o amor, nem tudo é perfeito. Mas nada está perdido quando se sente.
Como eu disse no início, o amor é a exceção. A regra é a conveniência. Pois bem...acabo de perceber que eu me incluo na regra. Nunca fui, nem nunca serei a exceção. ;)

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