O dia foi incrivelmente gostoso. Imensamente bom. Coisas corriqueiras com as pessoas que eu mais amo nessa vida: minha família. Com direito a banho de piscina na casa da vovó, churrasco feito pelo primo e potão de sorvete. Depois, como não podia deixar de ser, aquela dormidinha depois do almoço, o banho que revigora e, finalmente, os estudos. Pois é, não sou uma completa a toa não. Sei priorizar as responsabilidades.A hora tão esperada chegou. A noite. As conversas marcadas que nem são tão marcadas assim, mas que renderiam a noite toda se deixasse. Interrogatórios. Risadas. Identificação. Hora passanda a mil. Sorrisos sem-graça. Coçar a cabeça - depois de um comentário embaraçoso. Coisas que a muito ficaram no passado distante e que não fazia idéia que voltariam. Estou errada mais uma vez.
Mas esse pensamento de que nada seria como foi um dia não é por acaso não. Ainda agorinha estava conversando com outra pessoa indispensável - você mesmo, prima - e estávamos falando exatamente disso. Dele. Do tão temido trauma pós-relação. Coisa chata essa, né? Mas as coisas não são tão simples assim. Sei que sempre balançamos a cabeça quando nos perguntam se está tudo bem. Rimos quando nos dizem que 'agora é seguir em frente e conhecer gente nova'. Se fosse fácil, não haveria os poemas, as músicas românticas...os clichês.
Ainda que todo fim gere um novo começo, a bagagem é ainda mais extensa. O medo de se relacionar outra vez. O medo de sofrer. O pé atrás - no meu caso, os dois pés atrás e se bobiar a mão. A idéia de que são todos iguais e todos te farão passar pela mesma experiência. Experiência essa que te deixou uma baita de uma marca. Que agora já não passa de um ínfima cicatriz, mas que está ali, pra te lembrar SEMPRE do que aconteceu. Pra te fazer mais esperta e, consequentemente, mais cética. No amor. Na alegria a dois. Nos homens.
Talvez seja mais seguro ficar sozinha. Será? Mas...se alimentarmos esse medo prima, o que será das borboletas no nosso estômago? O que vai ser das lareiras em dias frios? Dos cinemas, da lua cheia, das cartas, das flores...?? O que vamos fazer nos dias sem-graça? Quem vamos abraçar, beijar, fazer cosquinha, falar que tá barrigudo?
Ahhh não. Vou fazer uma tatuagem em cima dessa cicatriz e correr o risco. O máximo que pode me acontecer é ficar com o corpo coberto por tatuagens, não é mesmo? ;)
P.S: "Eu confesso: sou daquelas que acha que o amor justifica tudo!"
Será que agora começa a surgir um destinatário? ;D
ResponderExcluiraai primaaa!! queria fazer parte dessa conversa tambem....não q eu queira acreditar q os homens não prestam, pq, por mais q isso possa ser verdadeiro...prefiro acreditar q sempre existe uma excessão nehm....e q o meu seja uma dessas excessões!...
ResponderExcluir=]
Saudadeeeeeeees
Beijoos
prima...já fiz minha tatuagem, e em cima da cicatriz eu escrevi... FELICIDADE ;
ResponderExcluirE viva o amor!!!! [ a nós msm ]